Escutar para cuidar: o papel da Igreja diante dos sofrimentos do nosso tempo - Blog notícias Cantar a Missa

Data: 25 de setembro de 2024

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Notícias Católicas - A igreja Evangelizando

Cantos para missa, Liturgia, Entrada Comunhão Ofertório Aclamação Santo Glória Ato Penitencial

  • Entrada Entrada Deus caminha ao nosso encontro: esse é o sentido da procissão de entrada. Em diversas passagens bíblicas vemos o povo de Deus caminhar, seja em busca da terra prometida, seja em busca de libertação. Ora a caminho de Jerusalém, ora ao encontro de Jesus. É por isso, que na pessoa do sacerdote, aclamamos a Cristo que vem ao nosso encontro, com toda a sua majestade, seu poder e autoridade, para celebrarmos juntos os Mistérios do sacrifício da Missa. O canto de abertura (ou de entrada) está inserido nos ritos iniciais e cumpre o papel de criar comunhão. (IGMR 48) Uma de suas funções é a de acompanhar a procissão do sacerdote e não para acolher ou receber o sacerdote, pois é este quem acolhe a todos os presentes na assembleia para participarem do grande sacrifício da Santa Missa. Toda a assembleia reunida canta a alegria festiva de reunir-se com os irmãos. Seu mérito é o de convocar a assembleia e, pela fusão de vozes, juntar os corações ao encontro com do Cristo ressuscitado. Este canto tem que deixar a assembleia num estado de ânimo apropriado para a escuta da palavra de Deus, além de deixar claro que festa ou Mistério do tempo litúrgico irá ser celebrado. Todo o povo deve estar envolvido na execução desta canção. Este canto não deve ser longo e deve terminar quando o sacerdote chegar ao altar (ou quando terminar o rito de incensação do altar). Conforme diz Santo Agostinho: “Canta e caminha!” Finalidade: constituir e congregar a assembleia, introduzindo-a no mistério a ser celebrado – tempo litúrgico, sonorizar o caráter festivo da celebração, fomentar a união dos fiéis, dar o tom da celebração. O Missal Romano diz: “... seja adequado à ação sagrada ou à índole do dia ou do tempo litúrgico”, elevando seus pensamentos à contemplação do mistério litúrgico. A finalidade desse canto é Abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir os fieis no Mistério do tempo litúrgico ou da festa, acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros, deve terminar quando o padre chegar ao altar. Se houver uso de incenso, prossegue até que o altar seja incensado. Entrada
  • Ato Penitencial Ato Penitencial Senhor, tende piedade ou Kyrie eleison - é uma aclamação suplicante endereçada a Cristo, o Senhor, louvando-O e à sua misericórdia. Pertence aos cantos rituais, constituindo o próprio rito da celebração (Ordinário da Missa) Significado Litúrgico - O ato penitencial, também conhecido na liturgia antiga como Kyrie eleison, pode ser comparado a um capacho posto à entrada de um recinto. Assim como limpamos a sujeira da sola do calçado, semelhantemente, no ato penitencial, recebemos o perdão de todos os pecados veniais: a impureza adquirida no dia-a-dia, que nos torna indignos de participar do banquete da eucaristia. Os pecados mortais exigem o sacramento da confissão. Este canto é o próprio rito de ato penitencial e deve ser cantado integralmente, devendo obrigatoriamente conter as frases: SENHOR PIEDADE (ou Kyrie eleison) e CRISTO PIEDADE (ou Christe eleison). Caso contrário, o canto estará liturgicamente errado. Dicas práticas: Liturgicamente correto é: 1. Rezar o “Confesso a Deus Todo Poderoso e a vós irmãos...”; 2. Após a absolvição dos pecados (Deus Todo Poderoso tenha compaixão...) o ministério cantar o “Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós; Senhor, tende piedade de nós”; 3. Logo em seguida, sem nenhuma introdução nem por parte do presidente da celebração, nem por parte do comentarista ou ministério de música, os cantores iniciam o hino do glória. Este canto é o próprio rito de ato penitencial e deve ser cantado integralmente, devendo obrigatoriamente conter as frases: SENHOR PIEDADE (ou Kyrie eleison) e CRISTO PIEDADE (ou Christe eleison). Caso contrário, o canto estará liturgicamente errado. No domingo de Ramos pode ser substituído pela procissão. Na Quarta feira de Cinzas é substituído pela imposição das cinzas ou pode também ser substituído pela benção e aspersão da água. Toda a assembleia de pé. Todos são convidados pelo sacerdote a reverem suas faltas, permanecendo-se em silêncio por um tempo. Ato Penitencial
  • <span>Hino de Louvor - </span>Glória Hino de Louvor - Glória Significado Litúrgico - O hino de louvor, ou glória, expressa o louvor de toda a criatura ao Criador, do homem remido ao Salvador e do homem imperfeito ao Consolador, relembrando os pontos principais de todo o mistério de nossa salvação em Jesus Cristo. Este canto deve fazer o verdadeiro louvor, assim como disse São Paulo, o louvor que glorifica Deus pelo que ELE É e não pelo que Ele faz. Este canto é o próprio rito de hino de louvor e deve ser cantado integralmente. Por isso, para este canto ser considerado corretamente como hino de louvor, este deve obrigatoriamente conter toda a oração do hino de louvor: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai Todo-Poderoso nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Vós que tirais os pecados do mundo, acolhei a nossa súplica, Vós, que estais à direita de Deus Pai, tende piedade de nós, só Vós sois o Santo, só Vós o Senhor, só Vós o Altíssimo Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém”. É falsa, portanto, a idéia de que apenas basta ter as invocações de “Glória ao Pai, Glória ao Filho e Glória ao Espírito Santo”, para que um canto seja verdadeiro hino de louvor. Com isso, podemos constatar que é um ERRO LITÚRGICO bastante comum em inúmeras paróquias e em inúmeros grupos de canto, a substituição da recitação do hino de louvor por cantos que não o contenham integralmente. Obs: Durante o tempo da quaresma e do advento não se canta o hino de louvor, pois são tempos litúrgicos de penitência e de contrição, não de festa. É o hino antiquíssimo (século II) pelo qual a Igreja congregada no Espírito Santo, glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um louvor as três pessoas da Santíssima Trindade, cantado ou recitado nas Missas dominicais, solenidades ou nas festas dos santos. No tempo do Advento e Quaresma não se reza nem se canta o Glória. Também não se diz nos dias de semana porque perderia o sentido solene. Hino de Louvor - Glória
  • Aclamação<span> ao Evangelho</span> Aclamação ao Evangelho Como o Evangelho é o próprio Cristo que fala, devemos estar de pé, na posição de quem ouve o recado para ir anunciar as palavras de salvação. Este canto é o próprio rito de aclamação ao Evangelho e deve ser cantado integralmente. Para que um determinado canto possa ser considerado como canto de aclamação ao Evangelho, este deve, obrigatoriamente, conter a palavra “aleluia!”. Em todos os tempos do ano litúrgico, exceto no Advento e Quaresma, esta aclamação é constituída pelo Aleluia seguido do versículo que vem indicado no próprio Lecionário. Dicas Práticas: 1. Deve-se sustentar o canto se tiver a procissão do Evangeliário do Altar até o ambão. Obs: Na Liturgia da Missa somente existe duas procissões do Evangeliário: o sacerdote (o diácono ou o leitor instituído) entra com o Livro Santo na procissão de entrada da Missa e no momento da proclamação do Evangelho. É estranho a Liturgia uma procissão de Bíblia ou do próprio lecionário, após a oração da coleta da missa. Se vai fazer procissão da Palavra de Deus, observe-se as normas litúrgicas. Não existem dançarinas, teatrinhos e bailes para entrada ou acompanhamento da Palavra de Deus no rito da Missa. Em um encontro pode-se fazer, mas NÃO NO RITO DA MISSA. 2. No tempo da Quaresma é proibido o uso do “aleluia” e o “glória” (exceto nas solenidades que o calendário litúrgico traz em suas datas fixas). 3. No tempo do Advento se aconselha a não contar o aleluia. Esta aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através da qual a assembleia dos fieis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto. Para que um determinado canto possa ser considerado como canto de aclamação ao evangelho, este deve obrigatoriamente conter a palavra ALELUIA, que significa alegria,exceto no tempo da quaresma onde este aleluia é vetado, em virtude do forte tempo de penitência e contrição. No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. Aclamação ao Evangelho
  • <span>Apresentação das </span>Oferendas Apresentação das Oferendas O canto deve acompanhar o rito da apresentação dos dons, ou seja, a procissão das oferendas. Em missas onde houver a incensação, a música pode ser estendida até o término deste rito. Este é um canto facultativo e pode ser executado de forma totalmente instrumental ou cantado somente pelo grupo de sustentação, ou ainda omitido (silêncio). Neste caso, observa-se a oração proferida pelo presidente da celebração: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos e vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e que para nós se vai tornar o pão da vida.“ O término deste canto não precisa coincidir como fim da apresentação das oferendas, mas pode ser cantado inteiramente, devendo ser encerrado, no máximo, quando o sacerdote termina de oferecer o pão e o vinho e purifica as mãos. Para que um canto seja considerado como de apresentação das ofertas, este deve conter as palavras PÃO E VINHO ou deixar implícito que as ofertas que realmente importam são o pão e o vinho, onde os dons são apresentados diante do Altar do Senhor. Dicas Práticas: 1. O Canto de Apresentação das Oferendas pode ser substituído por uma música instrumental; 2. O sentido do canto tem de ser o de um Louvor de apresentação, diante do altar do Senhor, dos Dons que recebemos, os frutos do nosso trabalho, a nossa família e amigos, a vida, ou seja, tudo aquilo que podemos e devemos colocar diante do Senhor como forma de agradecimento e com confiança, de que tal como o Pão e o Vinho que são apresentados, mais tarde se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo, nossas vidas colocadas diante do altar, estão sendo entregues ao Senhor confiantes de que podem ser transformadas. 3. Não é obrigatório que contenha as palavras: pão, vinho e ofertório, porém devemos ter cuidado, para que o não uso dessas três palavras, levem a música ficar subtendida quanto ao real sentido desse momento. Este canto acompanha o rito da apresentação das ofertas e, por isso, deve ser encerrado quando sacerdote termina de oferecer os dons a Deus e lava as mãos. Nas missas solenes, quando há o uso de incenso, o canto deve se estender até o momento após a incensação da assembléia, corpo místico de Cristo. Conforme doc.79-319 CNBB: "o texto deste canto não precisa falar, necessariamente, de pão e de vinho nem de ofertório ou oblação, mas pode expressar o louvor e a referência ao tempo litúrgico. Na tradição do Canto Litúrgico no Brasil, desde a introdução do vernáculo, o“Canto de Apresentação das Oferendas” chegou a tornar-se um momento em que o povo deseja expressar sua disposição de querer oferecer sua vida, sua luta e trabalho ao Senhor, o que parece ter um alto valor existencial e espiritual"; Apresentação das Oferendas
  • Santo Santo Para concluir o prefácio da Oração Eucarística o povo aclama o Senhor com as palavras que o profeta Isaías ouviu os serafins cantarem no templo, em sua visão (Is 6,3). O “Santo” é um dos três principais cantos fixos da Missa. Nele, toda a assembléia se une aos anjos e santos, para proclamarem as maravilhas do Deus Uno e trino. É o canto dos anjos (Is 6,2-3) e também dos homens (Lc 19,38). Este canto pertence, então, a comunidade toda e não teria sentido convidar os céus e a terra, os anjos e santos para cantarem a uma só voz, e, depois, somente um coral ou um solista executar o canto sozinho. O “Santo” é o próprio rito da aclamação e deve ser cantado integralmente. Porque a Igreja se preocupa para que este hino não seja adulterado? Por causa de seu valor histórico, tais como o “Senhor, tendo piedade de nós. Cristo tende...; Glória a Deus nas alturas...; e o Cordeiro de Deus. Dados históricos: Tem sua origem no Oriente, século II. O texto bíblico: um manto de retalhos, uma compilação de textos bíblicos – As duas primeiras aclamações, tiradas de Isaías, de sua visão dos anjos prostrados diante do altar... “Toda a terra está cheia de sua glória” Hosana. do hebraico Hosiah-na= dá a salvação, do salmo 118,25 – “Senhor, dai-nos a salvação!” Nas alturas = Deus que habita os altos céus... Bendito o que vem: Sl 118,26, que a tradição transformou numa aclamação messiânica: “Bendito O que vem em nome do Senhor!”, festejando e aclamando o Senhor, quando de sua entrada em Jerusalém. (Mt 21, 9). Portanto, o clima bíblico do Santo é de celebração gloriosa: teofania (manifestação de Deus), deve produzir expressão exuberante de alegria, aclamação jubilosa, unânime e solene com que se conclui o prefácio (que inicia a oração eucarística, e devia ser cantado).O santo, como o salmo e o Amém doxológico, é o principal dos cantos principais da missa. É a primeira aclamação da assembleia na prece eucarística, e como hino-aclamação. Segundo o Apocalipse, o Sanctus é a aclamação da liturgia celeste. A assembléia deveria ficar à vontade e alegre, ao cantar esse louvor solene, sentindo-se intérprete fundamental desta aclamação, a primeira e mais importante a ser cantada pela comunidade. A melhor forma de cantar o Santo é a forma direta. Não deve ser substituído por “versões tão livres que não correspondam à doxologia bíblica.” Dicas Práticas: 1. Para que um canto do “Santo” seja considerado litúrgico, ele deve conter, obrigatoriamente, todas as palavras da oração recitada. Ou seja: “Santo, Santo, Santo; Senhor Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória; Hosana das alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas”. O recomendável mesmo é que o canto se atenha à esta aclamação bíblica, sem introduzir alterações no texto original. 2. Está proibido o uso de determinados hinos que devem ser evitados pelos ministérios, tais como: a) Santo, santo, santo; dizem todos os anjos... céus e terras passarão... b) Deus é santo, Deus é amor... c) Santo três vezes santo, mil vezes santos... d) O Senhor é santo, ele está aqui, o Senhor é santo, eu posso sentir... etc. 3. No momento da narração da instituição da Eucaristia, está proibido a execução de hinos, instrumentais ou o canto da narração da instituição por parte do presidente da celebração. Este canto é o próprio rito de aclamação do Santo e deve ser cantado integralmente. Por isso, para que um canto seja considerado canto de santo, ele deve obrigatoriamente conter todas as palavras da oração recitada, ou seja: Santo, Santo, Santo (3 vezes santo) + Bendito o que vem em nome do Senhor + Hosana nas alturas. Santo
  • Abraço da paz Abraço da paz A “saudação da paz”, antes da Oração do Pai-Nosso, está liturgicamente prescrita e por ser um gesto simbólico, deve ser dada com sobriedade aos que estão mais próximos, do lado, preferencialmente, sem sair do lugar. A Instrução Geral do Missal Romano diz que o sacerdote deve permanecer no presbitério, podendo saudar o ministro ou alguém na assembleia, mas permanecendo no âmbito do presbitério. A saudação é prescrita, mas o canto não, e entre cantar ou não, melhor que não se cante para valorizar o gesto (IGMR 82), não causar dispersão na assembleia e, também, não abafar o canto do “Cordeiro de Deus”, já que este tem a preferência durante o rito de “Fração do Pão”. Abaixo segue resumo de carta circular publicada em 08 de junho de 2014 por decisão do papa Francisco: c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como: - A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano [9]. - Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz. - Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis. - Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes. É considerado por alguns como inapropriado para antes da comunhão, pois dispersa o povo e desvia o clima de oração para o rito seguinte, sendo por eles colocados em outros momentos na liturgia da missa (após a bênção final, ou após o ato penitencial, ou após a apresentação das ofertas...). Mas a saudação da paz após a oração do pai-nosso está liturgicamente prescrita e fica a critério de cada costume local, como também de cada rito católico aprovado pela Sé Romana (melquita, maronita...). Abraço da paz
  • Comunhão Comunhão O “Canto de Comunhão” é o canto mais antigo da Missa. Historicamente falando, era um canto idêntico aos salmos, contendo as estrofes com um refrão repetitivo. Por ele, através da procissão e da união das vozes, expressamos nossa união espiritual em torno de Jesus. Todos ao redor da mesma mesa, congregados numa mesma Igreja, participamos do mesmo Pão do Céu. E esta é realmente a função do canto de comunhão: fomentar o sentido de unidade. Desta forma, ele manifesta a alegria da unidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja, e alegria pela realização do Mistério que está sendo celebrado. Os hinos eucarísticos usados na adoração ao Santíssimo Sacramento não são apropriados para o momento de comunhão, pois eles destacam apenas a fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia, mas não manifestam o sentido de unidade da participação em comum. A letra deste canto não deve ser individualista, ou seja, manifestar a comunhão apenas daquele que comunga, mas sim coletiva, isto é, deve provocar na assembleia uma sensação de que todos comungam ao mesmo tempo. Este canto acompanha o rito da comunhão e deve terminar quando a última pessoa comungar. Em certas oportunidades, este canto deve favorecer o acolhimento, para evitar um comungar puramente rotineiro e inconsciente. Os hinos eucarísticos podem ficar como uma segunda opção (canto de ação de graças), após todos comungarem. Lembramos que equipe de música deve proporcionar o silêncio eucarístico necessário ao encontro e oração pessoal que se dará, mais oportunamente, no momento seguinte. Dicas Práticas: - Deve obrigatoriamente falar sobre a comunhão, ou sobre o corpo e sangue de Cristo, ou sobre o pão da vida, pão do céu, ou qualquer outra palavra que faça alusão ao mistério da Eucaristia. - Musica: Contemplativa. Enquanto o sacerdote e os fieis recebem o Sacramento entoa-se o canto da Comunhão, que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo. Deve obrigatoriamente falar sobre a comunhão, ou sobre o corpo e sangue de Cristo, ou sobre o pão da vida, pão do céu, ou qualquer outra palavra que faça alusão à mistério da eucaristia. Este canto acompanha o rito da comunhão. Portanto, começa quando sacerdote comunga e termina quando a última pessoa comungar. Comunhão
  • Final Final A reforma litúrgica realizada pelo Concílio Vaticano II propôs, como última fórmula da celebração litúrgica, o “Ide em paz”. Um canto “final” após este momento seria lógica-incorreta, pois a assembleia está dispensada. O que temos, na verdade, é um canto de despedida. Este canto de despedida, executado durante a saída do povo, parecer oportuno ser, por exemplo, um hino missionário ou um hino direcionado ao padroeiro, ou em honra a Mãe do Senhor em algumas de suas comemorações. Este pode ser substituído por uma música instrumental, se parecer oportuno. Final
  • Cordeiro de Deus Cordeiro de Deus Esta música deve iniciar-se no exato momento em que o presidente faz a fração das espécias eucarísticas. Quem inicia este rito não é quem preside, mas o grupo de sustentação. Caso ele não seja cantado, o mesmo deve ser proferido pelo animador ou ainda pelos cantores. A melodia deve ser suave, de forma piedosa. A letra deve ser fiel ao missal: “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós…“ Este canto é o próprio rito de aclamação à Fração do Pão e deve ser cantado integralmente, devendo ser iniciado justamente no instante em que o sacerdote toma nas mãos o corpo de Cristo, fraciona-o e põe um fragmento dentro do cálice. É pois importante que o grupo de canto esteja atento a este momento. Por isso, para que um canto seja considerado canto de Cordeiro de Deus, ele deve obrigatoriamente conter as palavras: Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós ... Dai-nos a paz. Cordeiro de Deus

Escutar para cuidar: o papel da Igreja diante dos sofrimentos do nosso tempo

08 de setembro de 2026, tera Escutar para cuidar: o papel da Igreja diante dos sofrimentos do nosso tempo

A escuta ganhou particular destaque no caminho recente da Igreja. No processo sinodal convocado pelo Papa Francisco, ela é apresentada como uma dimensão essencial da vida eclesial, da formação e do acompanhamento pastoral.

O Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizado em 2024, chega a indicar a possibilidade de um ministério dedicado à escuta e ao acompanhamento, voltado especialmente a pessoas afastadas ou que buscam reaproximar-se da comunidade.

Ao apresentar o itinerário sinodal, em 2021, o Papa Francisco definiu o percurso como um “dinamismo de escuta recíproca”, lembrando que ouvir é o primeiro compromisso e que não se trata apenas de recolher opiniões, mas de escutar o Espírito.

A mesma perspectiva está presente no pontificado de Leão XIV. Em sua primeira encíclica, Magnifica humanitas, publicada em 25 de maio de 2026 e dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial, o Papa recorda a responsabilidade de construir uma sociedade na qual a dignidade de cada pessoa seja protegida e destaca o diálogo como parte da vocação da Igreja.

Na apresentação do documento, fez um convite a “aprender a ouvir uns aos outros, a enfrentar com coragem os desafios do presente e a cooperar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna”.

A Igreja como primeira rede de apoio

Há um esgotamento que não vem do trabalho. Vem da saturação. Da avalanche de estímulos e do desamparo de se estar ao alcance de tudo, o tempo todo, mas nunca por inteiro. É o retrato do tempo presente, em que o ser humano nunca esteve tão conectado e, ao mesmo tempo, tão só.

Nas paróquias, esse cansaço tem chegado com nome, rosto e horário marcado. São pessoas que não procuram conselhos prontos nem milagres. O que buscam, muitas vezes, é algo mais simples e mais raro: alguém que as olhe nos olhos, sem pressa, e simplesmente as escute.

O Cônego Ramon Ferreira, pároco da Paróquia Sant’Ana, em Silvianópolis (MG), e especialista em psicanálise, explica que é comum que pessoas em sofrimento de ordem espiritual, psíquica e até civil procurem a Igreja como primeiro apoio. “O padre entra em momentos nos quais talvez nenhum outro profissional entre. Está presente no casamento, no nascimento dos filhos, nas crises familiares, na doença, numa perda, num velório. Muitas vezes conhece várias gerações da mesma família”, diz. “Além disso, existe uma dimensão muito particular no ministério sacerdotal: a pessoa sabe que pode falar de coisas muito íntimas, sobretudo no âmbito sacramental, onde existe o sigilo absoluto”, complementa.

Segundo ele, essa confiança exige responsabilidade para reconhecer os limites e saber até quando o acompanhamento espiritual é suficiente e a partir de que momento se faz necessário o cuidado de um profissional. Direção espiritual, psicoterapia e psiquiatria são realidades distintas que podem e devem conversar, mas não podem ser confundidas. “Considero muito perigoso quando alguém transforma tudo em problema espiritual. Uma depressão não é falta de fé. Uma crise de ansiedade não significa que a pessoa reza pouco. Isso pode inclusive aumentar a culpa de quem já está sofrendo”, alerta o cônego. “A fé pode ser uma enorme força no processo de recuperação, mas ela não nos autoriza a negar a realidade. Se eu quebro uma perna, eu rezo e vou ao ortopedista. Uma coisa não elimina a outra”.

Essa perspectiva reforça a importância de olhar para o ser humano em sua integralidade, sem dividi-lo em gavetas. Corpo, psiquism e espiritualidade estão interligados e, quando uma dessas dimensões sofre, as outras também sentem.

Nessa compreensão, fé e ciência não se colocam como rivais, mas como olhares distintos que se complementam no cuidado da mesma pessoa. Como destaca o cônego, “a graça não destrói a natureza; trabalha nela. Deus pode agir através de uma oração, mas pode agir também através de uma psicóloga competente, de um psiquiatra, de um medicamento bem indicado. Quando cada uma respeita seus limites, elas não concorrem. Elas se completam”.

Pastoral da Escuta: quando ouvir se torna uma missão

Foi diante das muitas demandas que chegam diariamente às paróquias, que nasceu a Pastoral da Escuta. Idealizada pelo padre passionista José Carlos Pereira, teólogo pastoralista e doutor em Sociologia, a iniciativa partiu da percepção de que o atendimento sacerdotal já não dava conta da procura e de que boa parte de quem chegava não buscava confissão, mas alguém que a ouvisse.“Surgiu de uma necessidade que constatei lá pelos idos de 2006, 2007, quando fui pároco de uma grande paróquia no interior de São Paulo. Havia uma demanda gigantesca. Éramos três padres, mas não conseguíamos atender todas as pessoas. Todos os dias, das oito da manhã às cinco da tarde, sempre tinha um padre de plantão. No entanto, a maioria não procurava a confissão. Começamos a perceber que boa parte queria apenas alguém que as escutasse, porque não tinha quem as ouvisse”, recorda.

A percepção deu origem a uma equipe de leigos preparada para oferecer escuta pastoral. O que começou como resposta a uma necessidade concreta de uma paróquia tornou-se uma experiência partilhada com outras comunidades e dioceses. O primeiro grupo tinha cinco pessoas, com plantões na igreja matriz e em duas capelas, em horários fixos.“Começamos a divulgar que havia esse serviço e começou a dar certo. As pessoas procuravam para desabafar”, lembra o padre. Segundo ele, muitas vezes nem era preciso dizer nada: “No final diziam: ‘muito obrigado por você ter me ouvido’”.Quando se tratava de matéria de confissão, o encaminhamento era feito ao sacerdote. A prática, que deu resultado na paróquia, acabou sistematizada no livro Pastoral da Escuta, para que outras comunidades pudessem implantar a proposta.

O sacerdote esclarece que não é necessário ter formação em psicologia para atuar. E, mesmo quando há psicólogos entre os agentes, a abordagem permanece distinta. “Deixamos muito claro que não se trata de escuta no âmbito psicológico nem no âmbito sacramental. Se tiver psicólogo, é muito válido, mas ali ele não vai usar ferramentas da psicologia. É uma escuta espiritual, no Espírito, teológica”, ressalta. “Muitas pessoas podem imaginar que é um trabalho marginal da psicologia, e não é”.

Na Diocese de Taubaté (SP), a psicóloga Raquel Irene de Macedo coordena a Pastoral da Escuta no Santuário Santa Teresinha. Mestra em Ciências pela USP e especialista em Psicologia Clínica Psicanalítica, ela destaca que o serviço nasceu para oferecer acolhimento e escuta ativa, em atendimentos individuais, sigilosos e por busca espontânea, realizados em salas da igreja, com horário e duração delimitados.“Muitas vezes, a pessoa não precisa de uma resposta pronta ou de alguém que resolva o problema, mas de uma presença disponível, respeitosa e verdadeiramente interessada em escutá-la”, explica.Segundo Raquel, a preparação dos agentes é o pilar da pastoral. Além da boa vontade, é preciso preparo técnico, maturidade emocional e capacidade de se esvaziar para que o outro seja o centro. Os voluntários são formados para sustentar o silêncio sem julgar, aconselhar ou trazer a própria história, com formação humana e espiritual contínua, que inclui postura emocional, limites pastorais e técnicas de entrevista.

Para ela, a procura revela uma carência atual. “Muitas chegam trazendo situações difíceis, culpas, conflitos familiares, lutos ou ansiedades, sem encontrar um espaço onde possam falar sem julgamento. Vivemos em uma sociedade hiperconectada digitalmente, mas profundamente solitária”, observa. A coordenadora ressalta ainda o discernimento na escolha dos agentes. “O desejo de ajudar não se traduz automaticamente na aptidão para escutar. Quem chega querendo ser agente precisa, antes de tudo, ser cuidado. Outros trazem a ansiedade de dar conselhos e precisam aprender a arte do silêncio. O protagonista daquele momento nunca será o agente, mas a pessoa que fala à sua frente.”

O agente está ali para escutar e acolher, não para diagnosticar, tratar ou conduzir a vida da pessoa”, explica Raquel. Muitas vezes, a melhor intervenção é uma pergunta que ajude a pessoa a aprofundar o que vive. A própria escuta ativa permite identificar quando a demanda ultrapassa a proposta e exige encaminhamento.Em situações de crise ou risco, o cuidado é ainda maior. “Diante de sinais de ideação suicida, relatos de violência doméstica, surtos psicóticos ou depressão severa incapacitante, o agente é instruído a não conduzir sozinho. A postura é encaminhar para a rede intersetorial de cuidado e, em risco imediato, para os serviços de emergência”, orienta.

Implantada conforme as orientações do subsídio, a Pastoral da Escuta tem se mostrado uma resposta concreta que se soma aos demais serviços da Igreja. Ao lado da Pastoral da Acolhida, destaca-se hoje como uma das mais relevantes justamente por partir do princípio de que escuta é acolhimento. Em um contexto marcado por solidão e pelo aumento do sofrimento psíquico, o espaço da escuta olho no olho faz diferença. “Mais do que nunca isso é importante. As redes sociais não possibilitam aquela escuta olho no olho, de ser humano para ser humano. Mesmo que você tenha uma escuta a distância, nunca será igual a sentar ao lado de alguém que está ali para te ouvir, para te acolher, não para te julgar”, ressalta o padre José Carlos.

Esse chamado ganha ainda mais sentido em setembro, mês dedicado no Brasil à prevenção do suicídio. A Pastoral da Escuta reforça uma mudança de ênfase: menos respostas prontas e mais espaço para ouvir.

Gabi Bonvechio - Cidade  do Vaticano

Fonte: Vatican News<br />https://www.vaticannews.va